Humor estúpido
Agosto 20, 2008 at 4:50 pm | In Comédia | 1 CommentTags: Brasil, Fernando Henrique, Rio de Janeiro, Simpsons no Brasil
Leonardo Siqueira
O episódio “Blame it on Lisa”, traduzido no Brasil como “O feitiço de Lisa” do seriado norte-americano The Simpsons gerou uma série de discussões no País e no mundo. O capítulo do desenho animado mereceu destaque no site do jornal britânico The Guardian. Conforme Allex Bellos, repórter do tablóide inglês no Rio, “infelizmente, a Secretaria de Turismo não viu o lado engraçado e está se preparando para processar a Fox por danos à imagem internacional”. Na visão do ex-presidente Fernando Henrique, que na época criticou o desenho animado, Matt Groening apresentou uma visão distorcida do Brasil.
Roteiro - A história trata de uma viajem que a família Simpson faz a duas cidades: Rio de Janeiro e um pedacinho da Amazônia; Manaus, acredito. Lisa conhece Ronaldo, um rapaz pobre da capital carioca e decide ajudá-lo. Tudo isso, por telefone. Após receber um susto na fatura da conta telefônica, a família decide encontrar o novo amigo de Lisa.
O Brasil, mediocremente reduzido ao Rio de Janeiro e à Amazônia, que no episódio são estados próximos, é retratado como um lugar sujo e violento: há ratos cruzando as calçadas e os assaltos nas favelas são constantes. Homer é conduzido pela cidade numa fila de conga, uma dança caribenha e os programas infantis brasileiros são carregados de sexualidade. Nem o “jeitinho brasileiro” escapa. Pelo contrário, é motivo de chacota e sinônimo de bissexualidade.
Do ponto de vista artístico, uma comédia inteligente e bem articulada. Contudo, a crítica política e o humor irreverente pode significar no futuro, problemas diplomáticos. Simpsons reflete, no mínimo, a visão estereotipada que boa parte da população americana – ou uma minoria pensante e influente – ainda mantém em relação ao Brasil.
É uma pena que a Geografia mundial não seja tão interessante para a população norte-americana. Quem sabe na próxima, Matt Groening acerta no mapa. A lição também é válida para nós: antes de criar uma imagem preconceituosa de um país que não conhecemos, é preciso saber, pelo menos, alguma coisa sobre ele. Caso contrário, podemos cometer o mesmo erro: achar que Guatemala, Honduras, El Salvador e outros países centro-americanos são todos a mesma coisa. Quando na verdade, cada um deles, apresenta uma cultura e traços completamente diferentes.
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Era “Pasquim” é tema de documentário
Agosto 20, 2008 at 3:50 am | In História da Imprensa no Brasil | Leave a CommentTags: Ditadura Militar, Documentário, História da Imprensa no Brasil, Imprensa brasileira, Pasquim
Pasquim, do italiano “pasquino”, jornal ou panfleto difamador, foi um dos periódicos mais caricatos da imprensa brasileira. Surgiu na época da ditadura militar, em 1969, e inaugurou um estilo criativo e irreverente na comunicação brasileira. A princípio, o tablóide não tinha bandeira política e se opunha a todo tipo de censura. Por causa disso, Pasquim viu em pouco tempo sua liberdade ameaçada. Alguns de seus escritores foram presos, o que virou notícia em um dos jornais mais prestigiados do mundo, o The New York Times. O documentário reúne vários jornalistas que fizeram do “Pasquim” uma publicação inteligente e debochada.
Clique aqui para assistir o documentário.
Classe média
Agosto 14, 2008 at 12:33 am | In Mpb | Leave a CommentTags: Classe média, crítica, Max Gonzaga, Mpb
Leonardo Siqueira
A boa música é composta por vários aspectos. Além de uma melodia envolvente, a composição precisa de arranjo, boa métrica e, é claro, de uma letra e poesia muito bem escritas. Max Gonzaga misturou as duas coisas: letra e música. O resultado não poderia ser outro. Classe média apresenta uma visão crítica e sarcástica da população de renda média aproveitando o que há de melhor da música popular brasileira.
Sobre o compositor - Max Gonzaga, paulista de São José dos Campos, lançou seu primeiro CD solo, Marginal, em 2005. O álbum foi um dos selecionados pela Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura a fim de representar o Programa Cultura Viva em uma feira musical de Recife, em 2007.
Clique aqui para baixar a música no formato .mp3.
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